Friday, June 02, 2006
Thursday, May 25, 2006
Luís Vaz de Camões
Quase todos os dados
Biográficos de Camões têm um carácter incerto, dada a quase inexistência de documentos relativos ao poeta.
Camões teria nascido em Lisboa por volta de 1524, de uma família de origem galega que pertencia à pequena nobreza. Seu pai Simão Vaz de Camões e mãe Ana de Sá e Macedo. Por via paterna, Camões seria trine to do trovador galego Vasco Pires de Camões, e por via materna, aparentado com o navegador Vasco da Gama . Esta fixou primeiro no Norte (Chaves) e depois irradiou para Coimbra e Lisboa. Entre 1542 e 1545, vive em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta, e feitio altivo. Viveu algum tempo em Coimbra onde teria frequentado o curso de Humanidades, embora não registos académicos que lhe faça qualquer referência talvez no Mosteiro de Santa Cruz, onde tinha um tio padre D. Bento de Camões. Não há registos da passagem do poeta por Coimbra.
Em todo o caso, a cultura refinada dos seus escritos torna a única universidade
de Portugal do tempo como o lugar mais provável de seus estudos. Ligado à casa do Conde de Linhares, D. Francisco de Noronha, e talvez preceptor do filho D. António, segue para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551. Foi nesta aventura militar em Ceuta que Camões perdeu um olho em combate. De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. Teria caído em desgraça, a ponto de ser desterrado para Constância. Não há, porém, o menor fundamento documental. No dia do Corpo de Deus de 1552 entra em rixa, e fere um certo Gonçalo Borges. Preso, é libertado por carta régia de perdão de 7.3.1552, embarcando para a Índia na armada de Fernão Álvares Cabral, a 24 desse mesmo mês chegou a Índia em Setembro de 1553.
de Portugal do tempo como o lugar mais provável de seus estudos. Ligado à casa do Conde de Linhares, D. Francisco de Noronha, e talvez preceptor do filho D. António, segue para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551. Foi nesta aventura militar em Ceuta que Camões perdeu um olho em combate. De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. Teria caído em desgraça, a ponto de ser desterrado para Constância. Não há, porém, o menor fundamento documental. No dia do Corpo de Deus de 1552 entra em rixa, e fere um certo Gonçalo Borges. Preso, é libertado por carta régia de perdão de 7.3.1552, embarcando para a Índia na armada de Fernão Álvares Cabral, a 24 desse mesmo mês chegou a Índia em Setembro de 1553.
Aida como soldado, integrou a tripulação das armadas que patrulhavam a zona do Mar Vermelho e do Golfo Pérsico. Em 1555 encontramo-lo nas ilhas Molucas e dois anos depois em Macau, onde foi provedor dos defuntos e ausentes. Em 1560 regressou a Goa, onde esteve preso durante algum tempo, vítima de vagas acusações. Foi nessa altura que conheceu o cientista Garcia de Horta, para cuja obra (Colóquios dos Simples e Drogas e Cousas Medicinais da Índia)E nesta altura Camões que escreveu o seu primeiro poema impresso. Anos depois procura voltar a Portugal, mas em 1567 (1568?) Diogo do Couto encontrou-o retido em Moçambique, pobre e sobrevivendo com a ajuda de amigos. Só em 1569 consegue regressar a Lisboa, tendo publicado Os Lusíadas em 1572. Como retribuição pelos serviços prestados na Índia e pela redacção da epopeia nacional, D. Sebastião atribuiu-lhe uma tença anual de 15.000 reis.
Apesar da soa enorme popularidade Luís Vaz de Camões além d' Os Lusíadas, só publicou três poemas líricos: um, acompanhando o livro de Garcia de Horta, já referido; os restantes, incluídos na obra de Pêro de Magalhães Gândavo, História da Província de Santa Cruz. O restante da sua produção poética foi editada postumamente, a partir de 1595, tendo sido recolhida de cancioneiros manuscritos. Nessas compilações iniciais a atribuição de textos a Camões carecia de rigor crítico, mas a partir de 1897 vários estudiosos aplicaram-se a reconstituir com a fidelidade possível a obra lírica do poeta. Tanto o seu poema épico, como os textos
líricos, são considerados de grande qualidade literária, tendo Camões exercido uma profunda influência sobre os poetas posteriores, a qual se estende até aos nossos dias. Luís Vaz de Camões (c. 1524 - 10 de Junho de 1580) é considerado o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante ou Shakespeare. Das suas obras, a epopeia Os Lusiedas
Bibliografia:
. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, Vol. IV, Ed. Verbo, Lisboa
.Camões, Luís de, Lírica completa, Imprensa Nacional.
.Saraiva, Maria de Lurdes, Lírica de Camões, Temas Portugueses, Imprensa Nacional
.Saraiva, A. J., Lopes, Óscar, Historia da Literatura Portuguesa, Porto Editora, 17.ª Ed.
http://www.geocities.com/interlinguae/portoghese.html
http://www.vidaslusofonas.pt/
Friday, February 24, 2006

Afonso I,o Conquistador.
Fundador da monarquia portuguesa e um dos vultos mais notáveis da nossa. Historia e da historia da Idade Média; era mais conhecido pelo nome patronímico de D. Afonso Henriques.
Seu pai, o conde de Borgonha D. Henrique, viera a Espanha auxiliar el-rei D. Afonso VI, de Leão, na guerra contra os infiéis, e D. Afonso, ficando vitorioso, concedeu-lhe em recompensa a mão de sua filha ilegítima, D. Teresa (sua mãe), e o governo das terras de Portugal. D. Henrique era ambicioso, e não tardou a conseguir o ficar independente da espécie de suserania, que pesava sobre ele.
Terá nascido provavelmente na alcáçova em Coimbra no fim de 1108. Foi, possivelmente, criado em Guimarães onde viveu até 1128.
Tomou, em 1120, tomou posição política oposta à de D. Teresa (que apoiava o partido dos Travas), o que D. Afonso, apesar dos seus verdes anos, nuca vira nunca com bons olhos os amores de sua mãe então tornou-se chefe do movimento revolucionário, preparado pelos fidalgos, verdadeiros e leais portugueses, que exigiam a conservação da sua Independência, sob a direcção do arcebispo de Braga. Este forçado a emigrar leva consigo o infante que em 1122 no dia de Pentecostes (14 de Maio) se arma cavaleiro. Restabelecida a paz, voltam ao condado. Entretanto novos incidentes
provocam a invasão do condado portucalense por D. Afonso VII, que, em 1127, cerca Guimarães onde se encontrava D. Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste, D. Afonso VII desiste de conquistar a cidade. Mas alguns meses depois a 4 de Junho 1128 no campo de S. Mamede as tropas de D. Teresa defrontam-se com as de D. Afonso Henriques tendo estas saídas vitoriosas – o que consagrou a autoridade de D. Afonso Henriques no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado. Consciente da importância das forças que ameaçavam o seu poder este concentrou os seus esforços em dois planos: Negociações junto da Santa Sé com um duplo objectivo: alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e o reconhecimento do Reino.

Os passos mais importantes foram os seguintes:
Fundação do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em 1131, directamente subordinada à cúria romana – fundação que propiciou a D. Afonso Henriques em1143 dirigiu-se então ao papa Inocêncio II, declarou Portugal tributário da Santa Sé, com o censo anual de 4 onças de ouro, e reclamou para a nova monarquia, em troca, a protecção pontifícia. Em virtude de uma nova fase da sua política iniciada com o use do título de rei; obtenção da bula de 1179, na qual o papa Alexandre III designava pela primeira vez D. Afonso Henriques rei a ao qual dava o direito de conquistar terras aos Mouros sobre as quais outros príncipes cristãos não tivessem direitos anteriores.
Pacificação interna do reino e alargamento do território através de conquistas aos Mouros – o limite sul estabelecido para o condado portucalense – e assim Leiria em 1135, Santarém e Lisboa (que só 24 de Outubro se rendeu) em 1147 – quer mesmo para além deste, sempre que isso não viesse originar conflitos com o Imperador – e assim Almada e Palmela em 1147, Alcácer em 1160 e quase todo o Alentejo (que posteriormente foi de novo recuperado pelos Mouros).
Em resumo Desde 1158 até 1169, a vida de D. Afonso Henriques foi uma série de combates em que sempre saia vencedor; à conquista de Lisboa, seguira-se a de Santarém; as vilas de Palmela, Almada e Sintra, caíram em poder do novo rei, que em breve se tornou também senhor de todas as terras entre o Mondego e o Tejo; Beja foi tomada em 1162, Évora, Moura, Serpa e Sesimbra, em 1166; continuou sempre combatendo, apesar de já muito adiantado em anos, tendo por companheiros esforçados homens destemidos como Martim Moniz, Geraldo sem pavor, Gonçalo Mendes da Maia, Fernando Gonçalves, etc. O período das gloriosas façanhas militares do fundador da monarquia encerra-se epicamente com a heróica resistência de Santarém e Lisboa. Em 1184, contra a invasão do emir Iussuf Abu Jacub, morto com uma lançada, quando atravessava o Tejo, por D. Sancho, filho de D. Afonso Henriques.
Ficha genealógica:
D. Afonso Henriques, nasceu possivelmente em Coimbra, em 1109, e faleceu em Coimbra em 8 de Dezembro de 1185. Casou em 1145/1146 com D. Mafalda, que nasceu em data incerta, e morreu em Coimbra a 4 de Novembro de 1157, ficando sepultada no Convento de Santa Cruz; filha de Amadeu II, conde de Sabóia e Pie monte, e da condessa Mafalda de Albon. Tiveram os seguintes filhos:
1. D. Henrique, nasceu a 5 de Março de 1147 e morreu jovem;
2. D. Sancho, que herdou a coroa;
3. D. João, nasceu e morreu em data incerta;
4. D. Urraca, nasceu em Coimbra, por volta de 1150, e casou com D. Fernando II, rei de Leão, por 1165; sendo repudiada em 1179; faleceu em ano incerto;
5. D. Mafalda, nasceu em Coimbra, em ano incerto; noiva do conde D. Raimundo de Berenguer, filho do conde de Barcelona, em 1160; faleceu pouco depois;
6. D. Teresa, nasceu em ano incerto; casou com Filipe de Alsácia, conde de Flandres, por volta de 1177; faleceu depois de 1211, em Furnes);
7. D. Sancha, nasceu e faleceu em data incerta.
O monarca teve os seguintes filhos bastardos:
8. D. Fernando Afonso, referido em documentos de 1166 a 1172;
9. D. Pedro Afonso (na e F. em data incerta), por muitos considerados também irmão do monarca, pois tomou parte na conquista de Santarém e esteve em Claraval antes de 1153.
10. D. Afonso, nasceu em ano incerto; mestre da Ordem de S. João de Rodes, de 1203 a 1206; faleceu em 1 de Março de 1207;
11. D. Urraca, que nasceu e faleceu em data incerta.
Bibliografia:
Ficha genealógica:
D. Afonso Henriques, nasceu possivelmente em Coimbra, em 1109, e faleceu em Coimbra em 8 de Dezembro de 1185. Casou em 1145/1146 com D. Mafalda, que nasceu em data incerta, e morreu em Coimbra a 4 de Novembro de 1157, ficando sepultada no Convento de Santa Cruz; filha de Amadeu II, conde de Sabóia e Pie monte, e da condessa Mafalda de Albon. Tiveram os seguintes filhos:
1. D. Henrique, nasceu a 5 de Março de 1147 e morreu jovem;

2. D. Sancho, que herdou a coroa;
3. D. João, nasceu e morreu em data incerta;
4. D. Urraca, nasceu em Coimbra, por volta de 1150, e casou com D. Fernando II, rei de Leão, por 1165; sendo repudiada em 1179; faleceu em ano incerto;
5. D. Mafalda, nasceu em Coimbra, em ano incerto; noiva do conde D. Raimundo de Berenguer, filho do conde de Barcelona, em 1160; faleceu pouco depois;
6. D. Teresa, nasceu em ano incerto; casou com Filipe de Alsácia, conde de Flandres, por volta de 1177; faleceu depois de 1211, em Furnes);
7. D. Sancha, nasceu e faleceu em data incerta.
O monarca teve os seguintes filhos bastardos:
8. D. Fernando Afonso, referido em documentos de 1166 a 1172;
9. D. Pedro Afonso (na e F. em data incerta), por muitos considerados também irmão do monarca, pois tomou parte na conquista de Santarém e esteve em Claraval antes de 1153.
10. D. Afonso, nasceu em ano incerto; mestre da Ordem de S. João de Rodes, de 1203 a 1206; faleceu em 1 de Março de 1207;
11. D. Urraca, que nasceu e faleceu em data incerta.
Bibliografia:
Joel Serrão, Dicionário de História de Portugal, Vol.I, Liv. Figueirinhas, 1969
Thursday, February 09, 2006

Hércules
Hércules maior de todos os heróis gregos, era filho de Zeus e Alcmena.
Nascido, o jovem Hércules rapidamente revelou o seu potencial heróico. Enquanto ainda no berço, estrangulou duas serpentes que a ciumenta Hera, esposa de Zeus, tinha mandado para atacar o seu meio-irmão Iflico. Enquanto ainda menino, matou um leão selvagem. Na vida adulta, as aventuras de Hércules foram ainda maiores e mais espectaculares que a dos outros heróis. Por toda a antiguidade ele foi muito popular.
Hércules realizou doze famosos trabalhos sob o comando de Euristeu. Existem varias explicações da razão pelo qual Hércules se sentiu obrigado a realizar tais pedidos.
Os seis primeiros trabalhos passaram-se no Peloponeso, os últimos levaram Hércules a vários lugares do mundo grego e além. Durante os trabalhos Hércules foi perseguido pelo ódio da deusa Hera.
O primeiro trabalho de Hércules foi matar o leão de Nemeia. Hércules lutou e acabou por estrangulá-lo só com as suas mãos. O segundo exigiu a destruição da Hidra de Lerna, uma cobra aquática com varias cabeças que também conseguiu matar. Em seguida tro-se (?) a pedido de Euristeu um javali. Hércules levou um ano para realizar o trabalho a seguir, que era capturar a Corça do Monte Carineu. Esse animal parecia ser mais tímido do que perigoso. Não está muito claro como Hércules enfrentou este desafio: uma pintura de um veneno (vaso ?) mostra Hércules atacando-os com um tipo de estilingue, mas outras fontes dizem que o abateu com um arco e flecha. O último dos seis trabalhos foi limpeza de currais e mais uma vez Hércules o resolveu.
Outros dos três trabalhos propostos a Hércules também os conseguiu realizar.Os últimos trabalhos foram executados fora do mundo grego e compridos com sucesso como todos os outros, a excepção do último que não se sabe ao certo o final. Alem dos doze trabalhos, muitos outros feitos heróicos e aventuras foram atribuídos a Hércules.
Hércules era muito leal aos seus amigos e era considerado o super-homem grego.
O fim ( ???) de Hércules foi caracteristicamente dramático...
Ao nome de Hércules liga-se todo num conjunto de lendas romanas, sobretudo etiológicas e topográficas. Estas lendas estão longe de se apresentarem coerentes. Atribui-se a Hércules alguns grandes trabalhos e, designadamente, a construção de um dique e duma estrada de oito estádios de comprimento, separando o mar lago Lucrio, na Campânia.

